Como encontrar a comunidade ideal para seu programa de inovação corporativo?

Em um mundo cada vez mais competitivo, inovar é palavra de ordem para quem quer sobreviver e se destacar no mercado. E para conseguir fazê-lo de forma constante, é preciso juntar um time de pessoas criativas e tecnicamente diferenciadas que, juntas, conseguirão encontrar novas soluções para o seu modelo de negócio. Afinal, foi-se o tempo em que se acreditava que um único gênio isolado conseguiria criar produtos e serviços que revolucionariam o mercado.

Como já descobrimos hoje, o motor da inovação é a colaboração. Mas como juntar diferentes tipos de profissionais oriundos de diversas áreas de atuação em uma única equipe coesa e bastante produtiva? Uma das melhores alternativas é a criação de comunidades inovadoras em constante comunicação, mesmo que separadas fisicamente. Graças ao avanço da tecnologia, essas comunidades podem se articular e produzir em plataformas colaborativas — programas e aplicativos que interligam seus membros através de uma rede privada, pela internet e mesmo pela nuvem.

No entanto, essa articulação não sobrevive apenas com o uso de tecnologia de ponta. É preciso criar uma integração qualificada, bem gerenciada e que seja produtiva. Para que você consiga aplicar todos esses conceitos na sua empresa, trazemos algumas dicas para ajudar seu empreendimento a encontrar e coordenar uma comunidade ideal focada em inovação. Procure por uma plataforma completa para manter sua equipe gerando ideias e para encontrar os melhores resultados!

Comunidade de especialistas

Já pensou em reunir diferentes profissionais especialistas em uma área para solucionar um problema ou encontrar uma nova solução, todos trabalhando ao mesmo tempo, em uma modalidade que mistura competição e colaboração? Esse tipo de ação é possível, e uma das modalidades que mais vem se destacando nesse sentido é o chamado hackaton. A palavra vem da junção de hacker e marathon e, a princípio, se resumia a grandes eventos onde hackers se reuniam (de forma virtual ou em um mesmo espaço físico) em uma grande maratona de programação. Aqui, vale considerar um pouco melhor a palavra hacker: afinal, no senso comum, essa pessoa se resume ao “pirata da internet”, ou um criminoso que se utiliza do mundo virtual para ganhar vantagens indevidas por meios ilegais. Mas, na verdade, o nome correto para esse tipo de criminoso é “cracker”. Os hackers são pessoas com vasto conhecimento de dispositivos, sistemas, programas de computador e, claro, programação.

Uma hackaton, portanto, é como uma verdadeira maratona: há uma tarefa grande pela frente que deve ser conquistada com o esforço dos competidores em um determinado espaço de tempo. A diferença é que o desafio não se resume a uma corrida: podemos falar do desenvolvimento de um novo produto, a melhoria de um sistema de segurança, ou mesmo para aprimorar um serviço público. Um exemplo nesse sentido foi o hackaton promovido pela prefeitura de São Paulo em 2013, cujo objetivo era o desenvolvimento de apps para melhoria do sistema público de transporte. Para que os competidores atingissem o objetivo, o próprio governo municipal disponibilizou dados sobre o funcionamento do trânsito e dos ônibus na cidade.

Ou seja, a prefeitura propôs um desafio para usuários poderem desenvolver inovações na área de transporte público, concentrando esforços de diversos desenvolvedores em um único evento, tudo isso mediado por um site criado especialmente para esse fim. No entanto, as empresas também podem promover hackatons buscando a solução de um problema/desafio específico, como o desenvolvimento de aplicativos móveis ou soluções de serviços digitais para clientes, por exemplo. Isso pode ser feito através de uma plataforma como a Brightidea, que oferece um ambiente colaborativo para a geração de ideias que possam ser prototipadas e cocriadas e então os resultados sejam alcançados.

Comunidade de clientes

Um dos mais velhos ditados do mundo dos negócios é: o cliente tem sempre razão. Mas podemos ir além e afirmar que, às vezes, o cliente também pode ser responsável pela resolução de problemas de negócio. O segredo é saber movimentar a sua comunidade colaborativa de compradores para que estes sejam agentes ativos do seu negócio, oferecendo ideias inovadoras para aprimorar o seu negócio. Um dos exemplos mais bem-sucedidos desse tipo de experiência é o Idea Place, da SAP.

A SAP é uma empresa referência no desenvolvimento de softwares no mundo e criou o Idea Place justamente para se manter atual e sempre inovadora. A princípio, o Idea Place surgiu como um ponto onde clientes poderiam enviar seus feedbacks diretamente para a empresa, seja por meio de críticas ou de sugestões. No entanto, a empresa logo percebeu que esse processo poderia ser muito mais profundo e decidiu transformar a iniciativa em um local para a cocriação entre clientes e empresa.

Com ajuda da Brigthidea, foi criada uma plataforma de colaboração que reúne cerca de 100 canais voltados para um produto ou serviço específico, onde um gerente de produtos do SAP pode receber e ter acesso às sugestões e propostas enviadas pelos clientes. Esses verdadeiros núcleos de criatividade são chamados de WebStorms e contam com uma série de recursos para serem efetivos e de fácil utilização: ele possui métricas próprias e análises de toda informação depositada na plataforma, seja um comentário, votos ou até a avaliação de produtos implementados.

O Idea Place é, portanto, um verdadeiro convite para que os clientes possam ajudar a melhorar e inovar os produtos aos quais eles mesmos terão acesso no futuro, colocando o SAP sempre em conexão com as novas tendências do mercado e um passo à frente da concorrência.

Comunidade de funcionários

Uma presença constante em diversas empresas, desde a pequena padaria do bairro, até grandes escritórios, é a caixinha de sugestões. Feita de madeira ou papelão, a caixinha costuma ser um espaço onde funcionários podem depositar um bilhete com alguma sugestão de melhoria, que pode ser a compra de um pó de café melhor ou mesmo a mudança do fluxo de trabalho de determinada equipe. Bem, com as plataformas de colaboração, caixinhas de sugestão ficaram ainda mais obsoletas. Afinal, é possível agregar, pela ambiente em nuvem, sugestões de funcionários de uma multinacional inteira e conseguir, de fato, transformar ideias em novas soluções.

Um dos melhores exemplos nesse processo vem de uma gigante da tecnologia: a HP. Recentemente, a empresa desenvolveu o InnoStream, uma plataforma capaz de gerenciar as ideias enviadas pelos 300 mil empregados de maneira organizada e com resultados práticos. O InnoStream, no entanto, faz muito mais do que coletar sugestões relacionadas a softwares ou produtos da empresa: ele dá visibilidade a essas ideias, que disputam o voto dos próprios funcionários para serem colocadas em prática.

A partir dessa eleição, a plataforma ajuda a articular grupos de desenvolvimento que vão transformar a sugestão inicial em novos produtos ou aumentar o portfólio técnico da empresa. E mais: o InnoStream ainda se desdobrou no InnoMiles, um programa de recompensa para ideias inovadores para manter a comunidade criativa atuante e o InnoBlast, um verdadeiro evento onde as ideias são apresentadas.

As comunidades de inovação devem ser estabelecidas e cultivadas de forma constante em instituições que procuram sempre se superar. Uma comunidade que atua de maneira colaborativa por longos períodos de tempo tende a ganhar muito em entrosamento, encontrando soluções de maneira cada vez mais rápida e eficiente. Mas mesmo sabendo que sua equipe está vencendo, vale a pena trazer reforços de maneira esporádica para manter sua diversidade em alta!

Quer montar um programa de inovação, mas não sabe por onde começar? Procure por uma plataforma completa para manter sua equipe engajada em encontrar os melhores resultados!

Tags

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

topo