Como superar os entraves entre a cultura da inovação e das organizações?

Muitos líderes empresariais reclamam da dificuldade de se criar uma cultura de inovação dentro do ambiente corporativo. Ainda que diversos programas da empresa falem em inovação, o que se vê na prática é o uso dos mesmos métodos de trabalho tradicionais e rotinas que pouco modificam os resultados do trabalho de cada colaborador.

É fato que inovar seria muito mais simples para todos se não exigisse uma mudança profunda na forma como recursos são alocados, profissionais trabalham e a empresa se enxerga no mercado. Não raro, empresas são forçadas a inovar pelas pressões dos consumidores e da concorrência, não por serem companhias inovadoras por natureza.

Para que líderes que estão na busca por uma cultura de inovação mais ampla consigam transformar o ambiente interno de seus empreendimentos, diversas medidas devem ser tomadas. Comportamentos, valores e crenças não mudam facilmente, especialmente em meios empresariais. No entanto, uma vez que a companhia consegue identificar o que deve ser abandonado e o que deve ser flexibilizado, todas as suas operações são otimizadas, permitindo o uso de abordagens mais ousadas e adaptáveis às mudanças do mercado.

Quer saber mais sobre o tema? Então leia o nosso texto de hoje e descubra como criar um ambiente de inovação dentro da sua companhia!

O que é realmente a cultura da inovação

A cultura da inovação pode ser definida com um ambiente em que as regras e rotinas permitem o desenvolvimento de habilidades mais naturalmente. O conjunto de visões de todos os profissionais são adaptados aos procedimentos internos, por meio de processos de tomada de decisão descentralizados e menos burocráticos. Assim, competências, ambientes, operações e estratégias são gerenciados objetivando abordagens mais ousadas e modernas.

Principais desafios para a implantação da cultura da inovação no ambiente corporativo

A adoção de novas metodologias de trabalho e tecnologias que proporcionam o aumento da inovação da empresa é o grande desafio de muitos líderes empresariais.

Hoje, empreendimentos do mundo inteiro contam com tendências de TI poderosas, que integram equipes, conectam pessoas e geram dados de alta relevância, como é o caso dos sistemas de gestão e business intelligence. Além disso, os novos modelos de gestão, baseados em competências, conhecimento e eficácia, ampliam as possibilidades para quem pretende abandonar uma cultura interna que não seja compatível com a necessidade de inovação atual.

Nesse cenário, o principal desafio para a implementação de um modelo de negócios que incentive a cultura da inovação é a própria cultura organizacional da empresa. Num processo de mudanças, ninguém consegue identificar rapidamente quais regras estão sendo alteradas e o que deve ser feito. Como consequência, a divulgação de novas informações é prejudicada, diminuindo a aderência às novas rotinas.

Além disso, pessoas tendem a ficar presas ao que já conhecem e o medo do desconhecido muitas vezes é causado pela desinformação. Como profissionais não conhecem os impactos positivos que serão causados pelas novas formas de atuação, acabam criando resistência aos novos processos que estão sendo implementados.

Toda inovação faz parte de um pequeno processo de mudança de cultura. Por isso, líderes devem compreender como os vínculos internos são criados, a forma como as operações estão distribuídas e as vulnerabilidades do negócio. Dessa forma, pode-se estabelecer um conjunto de rotinas mais moderno mais naturalmente.

Como superar barreiras e criar um novo posicionamento de mercado

O termo “cultura” muitas vezes está ligado a complexos padrões de comportamento que são transmitidos por sociedades ou grupos de indivíduos. Quando falamos de empresas, a cultura organizacional pode ser definida como uma série de padrões de comportamento, crenças e valores que são comuns a todos os profissionais ligados a uma empresa.

Ela não envolve o uso de um manual, mas é transmitida rapidamente para novos colaboradores conforme eles são integrados ao ambiente de trabalho. Suas bases são passadas, em geral, informalmente e, no longo prazo, elas definirão como toda a companhia vai funcionar, assim como as suas fraquezas e as características que fazem com que ela seja competitiva.

Nesse cenário, quem pretende criar uma cultura organizacional baseada na inovação deve ter amplo conhecimento das regras que estruturam a empresa e as suas trocas de informações. Empreendimentos modernos são sistemas complexos, em que pessoas aprendem novas coisas diariamente. Dados são processados e tendências do mercado, incorporadas ao ambiente interno, moldando novos comportamentos.

Para algumas empresas, como é o caso da 3M, a inovação surge quando se contratam bons funcionários e os deixam em paz. Já na IDEO, a cultura da inovação surgiu por meio dos processos internos, adotando metodologias como o Design Thinking e incentivando o trabalho em grupo.

Em ambos os casos, as abordagens não só combinaram com o mercado e o local em que as empresas se encontravam, mas também eram pautadas em uma administração que trabalha melhor novas ideias, erros, processos de tomada de decisões e a diversidade de pensamentos.

Uma empresa passa a inovar ao entender não só o que é ter uma cultura de inovação, mas também as variáveis envolvidas na busca por esse objetivo. É preciso identificar o foco das inovações do mercado, ter um objetivo em mente (inovar pra quê?) e quais são os fatores físicos, digitais e profissionais que estão envolvidos no processo. Assim, líderes e gestores conseguirão avaliar melhor quais são as iniciativas que contribuem para a melhoria dos índices de inovação da empresa.

Os padrões do mercado, as novidades adotadas pela concorrência e as prospectivas tecnológicas devem ser identificadas. Os índices econômicos, assim como a conjuntura política, em alguns casos, tornaram-se parte daquilo que molda uma empresa no longo prazo. Nesse sentido, a cultura da inovação deve ser adotada por meio de adaptações de rotinas e mecanismos que incentivam práticas mais ousadas. Administrações e processos de tomadas de decisão são descentralizados. O erro passa a ser visto não com um problema, mas uma oportunidade para aprender mais.

Os pequenos estímulos para o aumento da inovação no dia a dia criam uma reação em cadeia que afetará todos os índices do negócio. Inovando mais, novos produtos e serviços são criados. Mais adaptados às necessidades do consumidor, eles serão vetores de novas receitas e facilitarão a busca por novos mercados e parceiros comerciais.

Ainda precisa de motivos para incentivar os seus profissionais a inovarem mais? Então leia o nosso guia com os principais motivos para buscar novas formas de inovação no ambiente corporativo.

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