Entenda o poder da empatia em programas de inovação

Você já deve ter ouvido falar na palavra empatia. Ultimamente especialistas da psicologia e neurociência têm falado muito sobre como é importante em todas as relações humanas.

Pode ser definida como a capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender sua vivência. É atingida por meio da compreensão total da situação de alguém, procurando ao máximo se colocar no seu lugar.

A empatia é essencial para o desenvolvimento dos programas de inovação, pois sua ausência ou presença pode interferir positiva ou negativamente no ambiente de trabalho e, como consequência, no rendimento de todos os envolvidos.

Cada vez mais funcionários de empresas sofrem com estresse e depressão desenvolvidos no trabalho e a falta de empatia nesse ambiente pode influenciar nisso.

Quando a capacidade de se colocar no lugar do outro não é exercida, o relacionamento entre os funcionários não progride, resultando até em sobrecarga e desentendimentos.

Como consequência, os colaboradores não se sentirão parte da empresa e o rendimento será prejudicado, pois o ofício passa a ser visto como uma mera obrigação.

Além disso, o clima de competição excessiva pode fazer com que os colaboradores se vejam como rivais, gerando individualismo e isolamento.

A empatia no trabalho ajuda individualmente a melhorar o equilíbrio emocional, engajamento social e o rendimento profissional. Em grupo, o que melhora é o sentimento de pertencimento e a maneira de se relacionar.

Consequentemente, nos programas de inovação a união e esforço pela melhoria da empresa serão muito maiores. O bem comum vem antes do bem próprio. Por isso, entrar em consenso acontece de forma mais rápida e eficaz.

Mas como desenvolver essa capacidade tão nobre? Pode parecer difícil ser empático, mas com nossas dicas isso se tornará muito mais fácil!

Em primeiro lugar, desenvolva autoconhecimento

É impossível entender o mundo de outra pessoa se você não conhece o seu próprio. Procure conhecer os seus pontos fortes e fracos, o que te limita, o que te deixa irritado — assim será bem mais fácil controlar seus impulsos negativos.

O autoconhecimento é atingido por meio da reflexão. Por isso, reserve momentos para si mesmo, e conecte-se com sua mente.

Procure ser um melhor ouvinte

Muitas vezes as pessoas falam, mas não se escutam. É comum perguntarmos como o outro está, sem esperar para ouvir a resposta. Isso faz com que nossos relacionamentos se tornem cada vez mais superficiais.

Quando for conversar com alguém, vá de ouvidos e coração abertos. Se a pessoa está lhe contando algo, deixe que ela faça à vontade sem interrompê-la. Caso ela esteja lhe contando um problema, ouça pacientemente e tente ajudar sem fazer maus julgamentos.

Posteriormente, mostre-se interessado em como a pessoa está de verdade, sem aquele “tudo bem?” que muitas vezes não há o desejo de realmente ouvir a resposta.

Se você é um bom ouvinte de verdade também lembrará de algumas preferências da pessoa e de como ela se porta perante o mundo, ficando mais fácil de compreendê-la.

Evite preconceitos e comparações

Desenvolver empatia com quem concordamos é muito fácil, o difícil é com aqueles que discordamos ou com quem já nos desentendemos.

Todos nós temos algum tipo de preconceito e desafiá-lo, além de nos tornar mais empáticos, ajuda-nos a sair da zona de conforto. Muitas vezes as pessoas têm um julgamento ruim sobre algo ou alguém e quando conhecem melhor acabam se surpreendendo e percebem o tempo que estavam perdendo.

Procure também evitar comparações. Empatia não tem a ver com dizer para o outro como você agiria no lugar dele, mas de sentir o que o mesmo sentiria em determinada situação.

Lembre-se que cada pessoa tem seu ritmo e sua maneira de lidar com as coisas, então por mais que algo pareça pequeno para você, para outros pode ser diferente. Por mais que algo lhe pareça fácil de resolver, alguém pode achar aquilo um desafio.

Então, em vez de dizer “no seu lugar isso não me atingiria tanto”, que tal um “eu aprendi a lidar com isso, então posso lhe ajudar”? Isso não significa que você deva abrir mão da sua própria identidade, mas sim respeitar e compreender a do outro.

Elogie de forma sincera e faça críticas construtivas

Depois de ouvir o outro com atenção e de livrar-se de qualquer preconceito que tenha em relação a ele, é hora de exercitar sua capacidade de enxergar o melhor nas pessoas: todos nós temos qualidades e defeitos, ninguém é cem por cento bom ou ruim.

Observe e analise os pontos positivos e negativos do outro. Elogie de forma sincera suas qualidades, por mais que seja algo considerado pequeno, e o incentive a melhorar cada vez mais.

Quando for criticar, faça de forma construtiva, sem fazer com que a pessoa se sinta diminuída ou inferior. Lembre-se que todos nós estamos em constante aprendizado e que ninguém é incapaz.

Tome cuidado com esses pontos ao desenvolver empatia nos programas de inovação

Não confunda empatia com simpatia. A primeira é o desejo profundo de conhecer melhor o outro e entender seus sentimentos e sua realidade. Já a segunda se trata da vontade de ser gentil e cordial com o outro na sua presença.

Por mais que nos primeiros momentos do desenvolvimento dessa capacidade você tenha que se policiar um pouco, aos poucos será desenvolvida de forma natural e incorporada ao seu comportamento e personalidade.

Outro ponto para ter cuidado é evitar paternalismos. Às vezes nos tornamos mais próximos de alguém e compreendemos sua vivência a tal ponto que podemos parar de exigir qualquer coisa dela.

Nos ambientes de trabalho, isso é perigoso pois as relações entre colaboradores e líderes podem ficar “sem freio”, comprometendo também prazos e rendimentos. Além disso, como foi citado no item anterior, é possível criticar de forma construtiva e ajudar mais no crescimento individual.

Colaboradores que exercem a empatia um com o outro melhoram o relacionamento e se tornam mais próximos.

Quando os envolvidos são empáticos nos programas de inovação, ao pensar soluções e aperfeiçoamento para a empresa, eles não apenas pensarão no que consideram positivo, mas também no bem de todos, incluindo o consumidor, pois o sentimento e vontade de cada um é levado em conta.

E aí, você tem alguma experiência sobre o poder da empatia nos programas de inovação? Deixe seu relato nos comentários!

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