O impacto da inovação nas Olimpíadas no Brasil

Um evento com potencial para reunir mais de 10,5 mil atletas só poderia mesmo contar com uma grande aliada no pódio: a tecnologia. Diante das inovações tecnológicas que surgiram nos últimos anos, as Olimpíadas no Brasil ganharam um novo suporte técnico, necessário para contribuição do desenvolvimento do esporte, em essencial influenciando na própria performance dos atletas.

Há alguns anos, devido à ausência da tecnologia, não seria possível analisar o desempenho dos competidores rivais de forma tão precisa, ou comprovar com exatidão que determinado concorrente cruzou a linha de chegada com milésimos de segundos de diferença. No entanto, as inovações tecnológicas seguem ultrapassando seus obstáculos, permitindo que equipamentos modernos e avançados fossem integrados às Olimpíadas nos dias atuais.

Uniformes que aumentam a velocidade

Um dos grandes exemplos que se tornaram a nova aposta dos brasileiros para as Olimpíadas no Brasil de 2016 são os uniformes especiais com tecnologia Nike Aeroblades, projetados para aumentar a velocidade de acordo com as especifidades de cada atleta.

De acordo com a Nike, os uniformes foram desenvolvidos para aumentar a velocidade dos atletas, projetado com duas tecnologias usadas no processo de confecção: o tecido Aeroswif, responsável por reduzir o peso, e o aparato Aeroblade, introduzido para minimizar o atrito causado pelas peças.

Além disso, esses uniformes brasileiros ainda foram projetados para impedir o contato da pele com o suor, de modo que os atletas não tenham nenhuma distração durante a competição.

Aparelhos que ajudam na reabilitação mais rapidamente

Sofrer uma lesão é comum no mundo dos esportes, no entanto, o tempo de reabilitação sempre é um inimigo para quem está competindo nos Jogos Olímpicos. Para evitar que qualquer atleta deixe de participar de uma modalidade por causa de contusões e lesões, foi desenvolvido o equipamento Neurodyn Aussie Sport.

Essa invenção brasileira será de extrema importância para as Olimpíadas, já que irá acelerar a recuperação dos atletas, permitindo estimular o fortalecimento muscular, a modulação da cor, a redução de edema e a reeducação motora. Com isso, diversos atletas poderão ter uma preparação melhor, sem demais preocupações com leves contusões e lesões causados pelo treinamento ou atuação em jogos.

Unificações de informações físicas de cada atleta

Para os atletas que necessitam de treinamentos específicos ou de consultas médicas, a tecnologia também ofereceu uma ajudinha extra. Cada competidor possui um histórico de lesões, treinamentos e desempenho. Então, para facilitar o trabalho de treinadores e médicos, foi lançado o Centricity Practice Solution, um software que possui o gerenciamento de informações em nuvem por meio de uma única plataforma.

Dessa forma, os médicos serão capazes de reduzir o número de cirurgia e de melhorar o atendimento prestado, e os atletas poderão desenvolver estratégias para potencializar sua performance, de acordo com suas condições físicas.

Capacidade de autorregulação

Um atleta pode ter treinado vários anos para competir nos Jogos Olímpicos, mas como controlar as emoções diante de uma plateia com milhares de pessoas? A ferramenta BioFeedback encontrou a solução para esse problema!

Por meio das suas funções de neurociência, será possível desenvolver, em cada competidor, a capacidade de autorregulação, ou seja, o atleta poderá conhecer suas emoções antes de entrar na arena para competir e, assim, conseguir obter maior controle.

Com a análise dos batimentos cardíacos, o atleta será exposto a diversas situações que exigem controle emocional, como as vaias da torcida, por exemplo. A partir desses dados, ficará mais fácil ajudar o atleta nos treinamentos de respiração, concentração e também no controle das suas emoções, ajudando-o a ter melhor desempenho nas competições.

Próteses para os Jogos Paraolimpícos nas Olimpíadas no Brasil

Ao falarmos de superação de limites, é impossível não citar os atletas que farão parte dos Jogos Paraolímpicos que participarão da modalidade ALA (amputados e outros). Para essa categoria, a tecnologia também será uma importante aliada, ajudando esses atletas a realizarem suas atividades normalmente com o máximo de rendimento possível. Um exemplo são as próteses de Pistorius, ou Blade Runner — lâminas de corrida, como são conhecidas popularmente.

Por meio desse suporte, os atletas paraolímpicos poderão participar das competições com mais conforto, já que as lâminas de carbono são mais leves, absorvendo rapidamente energia, além de serem mais resistentes. Além da Blade Runner, existem outras próteses que são específicas para os competidores que possuem amputações acima de joelho, permitindo o movimento natural e boa flexibilidade.

Por outro lado, algumas startups também estão contribuindo — de forma revolucionária — para melhorar o desempenho do esporte nas Olimpíadas no Brasil. Confira quais são elas!

FTBPro

Ainda que todos os olhos estejam voltados para os jogos, alguns lances ou informações importantes podem ser perdidos. No entanto, para a startup FTBPro, os fãs do esporte podem transformar-se em verdadeiros jornalistas e ajudarem a documentar os detalhes que passaram despercebidos pela multidão.

A ideia foi criada por quatro israelenses em 2011, e já conta hoje com milhares de fãs que compartilhavam suas experiências para um público com mais de 10 milhões de leitores assíduos. E, além de encontrar esses jornalistas esportivos, o site ainda oferece diversos assuntos relacionados ao esporte escritos pelos próprios fãs, que se propuseram a realizar desde análises mais complexas até memes descontraídos sobre o universo do futebol.

Screemo

As possibilidades que a tecnologia oferece permitem que os próprios fãs do esporte possam interagir no meio de uma partida de basquete. Para a startup Screemo, basta ter um smartphone em mãos para participar de um evento esportivo, garantindo a oportunidade de conhecer outros torcedores e, até mesmo, os patrocinadores.

Na prática, é bem simples: os patrocinadores criam os eventos por meio de aplicativos, e depois é só convocar os participantes para interagirem por meio de jogos de respostas e perguntas. A grande vantagem é que, além dos pontos que esses fãs presenciam em quadra, eles ainda podem ganhar vários prêmios nessas competições por meio do aplicativo.

FreeD

Como reproduzir emoção e técnica por um vídeo? Segundo a Replay Technologies, com a ajuda da tecnologia tudo pode acontecer, inclusive captar imagens em 3D. Com essa invenção, a startup garantiu a conquista de vários clientes importantes, e continua impressionando outros pelo universo esportivo, sendo um deles a Olimpíadas de Londres de 2012.

Por meio das câmeras que são instaladas ao redor das arenas, todos os espectadores que estão em casa poderão sentir a emoção, como se tivessem assistindo ao próprio jogo ao vivo. Essa reprodução em 3D ainda permite assistir replays por meio de qualquer perspectiva, especialmente da ótica da bola.

SmartCourt

Os fanáticos pelos tênis já podem prestigiar a brilhante ideia lançada pela PlaySight. O sistema criado por essa startup permite analisar perfeitamente uma partida de tênis, medindo todo o desempenho do jogo — e essa avaliação ainda permite detectar o tempo real por meio de táticas em 3D, assim como informa como os próprios jogadores podem aperfeiçoar suas jogadas e movimentos.

Mas essa inovação não para por aí. O SmartCourt da PlaySight, pode ser compartilhável nas mídias sociais, e tem como projeção investir em outros sistemas designados para outros esportes, como futebol, basquete e hóquei.

Como mencionamos, a inovação tem papel essencial no desenvolvimento das Olimpíadas no Brasil em 2016, contribuindo para a evolução do esporte e dos atletas que fazem parte dele.

Mas o que realmente sua empresa pode aprender com tudo isso? Sem dúvidas, para alcançar bons resultados é preciso inovar a fim de melhorar cada vez mais seu produto.

No entanto, esse sucesso pode ser alcançado com o auxílio de inovações tecnológicas, além da inteligência coletiva dos colaboradores, por meio das ferramentas colaborativas. E você, como acha que as inovações tecnológicas podem mudar sua empresa? Deixe o seu comentário e compartilhe sua opinião!

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