O que é uma comunidade colaborativa?

Assinaturas para petições sendo coletadas por meio de sites como o Avaaz, projetos saindo do papel graças a ferramentas de financiamento coletivo como o Kickstarter e o Catarse, e aplicativos que usam as informações dos usuários para sugerir a melhor forma para driblar os engarrafamentos. Com tudo isso já funcionando, não é errado dizer que a nossa noção de comunidade nunca foi tão colaborativa quanto agora. No entanto, não é apenas na tecnologia que isso tem acontecido. Pelo contrário: o que todos esses sites e aplicativos têm mostrado é a nossa vontade de usar o conhecimento e a força de trabalho de diferentes grupos para criar novas saídas para alguns antigos problemas.

Mas como isso pode ser aplicado dentro das empresas? Como essa comunidade colaborativa pode ajudar a melhorar até mesmos os processos mais complexos de um negócio? É exatamente o que iremos entender melhor com esse artigo. Confira!

O que é uma comunidade colaborativa

Antes de mais nada, é interessante entender melhor o que é essa tal de comunidade colaborativa e como ela funciona no ambiente de trabalho.

De forma direta podemos dizer que esse tipo de comunidade é aquele que busca, a partir de diferentes pessoas e pontos de vista, encontrar soluções para um problema em comum. Essa ideia foi abordada pela escritora Barbara Gray no final da década de 80 em seu livro Collaborating: Finding Common Ground for Multiparty Problems (Colaboração: Procurando um terreno comum para problemas complexos), uma das primeiras obras sobre o tema, e hoje podemos vê-la na prática tanto em algumas metodologias de trabalho como nos aplicativos e sites que apresentamos lá no começo desse texto.

Mas como aplicamos isso dentro do dia a dia das empresas?

Como criar o senso de colaboração dentro da sua empresa

Diferentemente daquela estrutura organizacional verticalizada, a de uma empresa que opta por ter um senso de colaboração entre as suas equipes precisa ser horizontal, sem ter a necessidade de um superior que acompanhe e cuide de todos os setores da instituição. Aqui os cargos não são tão importantes e até mesmo a gerência de projetos é diluída em equipes que, juntas, colocam seus esforços para encontrar as melhores soluções para aquele negócio.

Mas claro que ter uma estrutura horizontal é apenas uma parte do processo para se ter uma comunidade colaborativa dentro da empresa. Existem também outros pontos que devem ser levados em conta antes de se pensar nesse sistema de trabalho:

  • os problemas a serem resolvidos precisam estar bem definidos;

  • é interessante ter equipes/times com recursos diferentes para gerar respostas diferentes;

  • todas as equipes precisam estar cientes dos problemas e do andamento dos processos;

  • as metas estipuladas devem ser de curto prazo;

  • projetos com duração muito longa devem ser evitados;

  • os processos devem ser flexíveis;

  • a ideia de colaboração deve ser valorizada dentro da sua empresa;

  • os propósitos em comum de toda a empresa devem estar bem claros.

Como o design thinking pode ajudar

Uma metodologia bastante eficiente para se criar uma estrutura colaborativa, e que tem dado certo em diversas empresas, é a do design thinking, bastante difundida pelo CEO da IDEO, o norte-americano Tim Brown.  

Nela, tanto o entendimento de um problema quanto a formulação de possíveis respostas para ele devem vir das equipes, assim como a prototipagem dessas soluções. Esse sistema de trabalho já tem trazido resultados para marcas como Itaú, Bradesco e Mapfre. Mas como funciona essa metodologia?

Esse é um tema bastante abrangente, mas podemos dizer que seus pontos principais são as seguintes etapas:

  • criar empatia e compreender os envolvidos com o problema;

  • definir o problema;

  • fazer um brainstorm, ou seja, uma reunião para encontrar soluções;

  • prototipar uma solução para o problema;

  • testar o protótipo;

  • criar o produto final.

Colocando o foco na inovação

Outro ponto favorável da utilização da ideia de comunidade colaborativas dentro de uma empresa diz respeito à forma com que ela se preocupa com as inovações — tema que já abordamos por aqui.

Quando uma instituição se preocupa em ouvir os diferentes pontos de vista a respeito de um problema e os considera em uma importante tomada de decisão, isso tende a fazer com que ela crie novos produtos e serviços diferentes daqueles já disponíveis no mercado. Mas por que isso acontece?

Simples: porque ao lidar com a opinião de profissionais de áreas e costumes diferentes, é possível gerar serviços e produtos que sejam mais eficientes e inovadores para um número ainda maior de pessoas. Algo que é significativamente mais difícil de acontecer quando apenas uma pessoa, com apenas um ponto de vista, precisa pensar e tomar as decisões sobre aquele projeto.

Colaboração dentro e fora da empresa

Por fim, uma outra maneira de incentivar a colaboração dentro do ambiente de trabalho é mostrando a importância de se criar algo útil e em conjunto para o negócio da empresa ou que reflita na sociedade

Criar, dentro da empresa, programas de ideias e de inovação, para desenvolvimento de soluções de negócio ou de soluções para a sociedade  são maneiras de despertar o sentimento de comunidade dentro de um negócio. E com isso já inserido dentro da mente dos funcionários, fica ainda mais fácil levar essa ideia para os projetos internos.

Capaz de criar um ambiente mais criativo para empresa e mais acolhedor para os funcionários, a comunidade colaborativa é um conceito que tem sido colocado em prática em diversas (grandes) empresas ao redor do mundo e que também tem tido excelentes resultados. No entanto, mais do que isso, a ideia de colaboração tem se mostrado ser um fator decisivo para qualquer marca que queira fazer sucesso nos próximos anos dentro de uma sociedade cada vez mais interessada em produzir em conjunto e não separadamente.

Agora que você já conhece a ideia de comunidade colaborativa, conte pra gente o que achou do nosso post e aproveite para assinar a nossa newsletter para ficar por dentro de outros assuntos igualmente interessantes.

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