Por que usar Design Thinking como metodologia em Hackatons?

Tim Brown, CEO de um dos principais escritórios de design do mundo, o IDEO, disse em um artigo da Havard Business Review:

“Pensar como um designer pode transformar a forma como você desenvolve seus produtos, serviços, processos e até mesmo estratégia”.

Essas palavras traduzem um pouco sobre como o Design Thinking, a maneira de pensar do design, pode fazer a diferença nos negócios.

O mercado atual é muito competitivo, e inundado de informações constantemente. Assim, empresas têm sido obrigadas a se adaptar para inovar e se sobressair nesse ambiente.

Para maximizar o capital intelectual, muitas empresas hoje em dia apostam nos Hackathons como forma de estimular seus funcionários a pensarem em novas soluções e produtos, buscando sempre a inovação.

Por que o Design Thinking é uma das melhores metodologias para se usar em Hackathons? Neste artigo, vamos abordar esse assunto e te dar algumas dicas. Confira!

O que é Design Thinking

O Design Thinking é uma metodologia de design, que segue a linha do design centrado no humano, (também conhecido como human-centered design). É a forma de pensar do design, aplicada como método para qualquer tipo de projeto. Essa forma de pensar atua de forma crítica, criativa e busca, constantemente, oportunidades.

Na prática do Design Thinking, três aspectos devem ser observados para iniciar o processo criativo:

  • A necessidade do usuário: com ela podemos enxergar mais claramente qual é a nossa oportunidade.

  • Os requisitos para sucesso do negócio: entendendo esses requisitos, podemos moldar o processo de criação para a realidade e objetivo do projeto como negócio.

  • As possibilidades de tecnologia: é a análise de quais ferramentas tecnológicas podem contribuir para a criação do projeto.

A soma e análise desses três aspectos permite que o valor de negócio seja gerado.

O processo Design Thinking, usualmente, é composto por quatro etapas:

1. Imersão

Nessa etapa, a equipe tenta se aproximar o máximo possível da realidade do indivíduo para qual o projeto está sendo criado, para entender o real problema.

Insights, e novas percepções de oportunidades, são comumente gerados nessa fase, pois permite que o problema seja encarado com os olhos daquele usuário, evitando indicativos falsos, que podem ser obtidos com outros métodos de obtenção de dados.

2. Ideação

A ideação é a fase de criação. É nessa etapa que um grande número de alternativas são geradas. Nessa metodologia, se diz que a qualidade se dá pela quantidade. Só com uma grande quantidade de alternativas sendo discutidas pela equipe, os aspectos individuais de cada uma poderão ser somados, e utilizados na geração de uma alternativa final.

3. Prototipação

Essa é a etapa de testes. A alternativa final gerada na etapa anterior deve ser prototipada, mesmo que de forma simples, e levada para o ambiente de imersão, para verificar sua viabilidade e para que os testes obtenham os resultados mais precisos possíveis para a lapidação do projeto.

Só com os testes no contexto que aquele projeto será utilizado, realmente perceberemos se o problema está sendo solucionado, e se as oportunidades enxergadas estão sendo atendidas, afinal, uma inovação que não é viável, é apenas uma invenção.

4. Aplicação

Na etapa de aplicação, os aspectos de produção do projeto são iniciados e implementados no ambiente de imersão e em ambientes de características semelhantes, ou seja, onde também possam atender às necessidades daqueles usuários em questão.

Nessa etapa ainda é possível perceber possíveis novas oportunidades para a evolução do projeto no futuro. Esses processos permitem que haja uma organização maior na prática do projeto, permitindo que o caminho seja melhor delineado ao longo do seu desenvolvimento.

Agora que já entendemos o processo Design Thinking, podemos compreender mais facilmente quais são seus valores essenciais:

Valores essenciais do Design Thinking

Empatia

Quando o processo sugere a imersão ele indica que, só se colocando no lugar de outra pessoa, você vai conseguir entender as suas reais necessidades. É necessário compreender os valores dessas pessoas, assim como o contexto em que elas estão inseridas.

Colaboração

Aquele antigo ditado que diz que “duas cabeças pensam melhor do que uma” se encaixa perfeitamente aqui. Trabalhar com mais pessoas, pensamento coletivo, em uma constante troca de ideias é essencial.

Cada pessoa tem um contexto e um background, que pode ser de grande valia para aumentar a gama de ideias da equipe.

Experimentação

Uma contínua experimentação durante todo processo é um dos elementos-chave nessa busca pela inovação. Especialistas dizem que, apesar do nome, a melhor forma utilizar o Design Thinking é praticando, pois as descobertas só virão durante a prática dos processos, testando e verificando as alternativas durante todo o tempo.

O Design Thinking é importante, pois estimula um ambiente criativo, em que a valorização das pessoas  sejam os usuários ou a equipe de desenvolvimento do projeto  e dos contextos que elas se relacionam gerando inovação e novas soluções, enxergando com clareza as oportunidades, com senso crítico, e foco nos valores que podem ser agregados ao projeto.

Design Thinking e Hackathons

Apesar de os Hackathons terem começado como maratonas de programação, os benefícios da sua prática fizeram com que as empresas os estendessem para várias áreas dentro do ambiente do negócio, já que o ambiente em que essas maratonas são feitas estimulam a criatividade e o pensamento inovador.

Algumas das características básicas dos Hackathons mostram que seus participantes devem compor equipes, e deve existir uma multidisciplinaridade nessas equipes, ou seja, as equipes devem ser formadas por profissionais de diferentes áreas, e que possam trabalhar por horas ininterruptamente no mesmo projeto.

Como os Hackathons são também uma ferramenta das empresas para identificar novos talentos e enxergar propostas de negócios disruptivas, o Design Thinking entra como uma das melhores metodologias possíveis para esse processo.

Durante a fase de ideação, por exemplo, a multidisciplinaridade da equipe permite o entendimento de diferentes contextos para geração das ideias, compreendendo melhor o que aquele usuário alvo pensa, e necessita.

Por contar com prazos curtos, mas com trabalho intenso, o Design Thinking ainda ajuda a organizar o trabalho de forma que, assim que novas ideias surgem, elas já são experimentadas para testar sua viabilidade. Isso permite que o tempo não seja desperdiçado, tentando produzir uma alternativa que não será útil no fim do processo.

Além disso, como o ambiente em que essas maratonas são feitas estimulam o pensamento criativo, aplicar uma metodologia a isso permite que ideias não se percam, que as oportunidades sejam enxergadas com clareza, e que todo o trabalho seja organizado, não havendo desperdício de tempo, trabalho ou talento, já que o Design Thinking faz com que toda equipe colabore simultaneamente com o projeto.

O que achou deste artigo? Acha que o Design Thinking pode te ajudar em Hackathons, ou até mesmo no seu dia a dia, te ajudando a enxergar mais oportunidades? Deixe um comentário!

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