O ecossistema das startups e a inovação. Entenda!

No mundo corporativo, a expressão ecossistemas das startups é recorrente, mas nem todos compreendem esse conceito ou entendem quais são os fatores que impulsionam os negócios. No entanto, estar nesse ambiente é uma forma de fomentar a inovação e descobrir novas práticas para serem implementadas na sua empresa.

Então, o que é o ecossistema das startups?

Esse é um ambiente no qual há diversos atores que oferecem suporte e apoio para as startups se desenvolverem. Geralmente, o ecossistema é identificado como uma cidade ou região.

Nesse sentido, o exemplo mais clássico é o Vale do Silício, nos Estados Unidos, região em que as maiores empresas de tecnologia estão inseridas, como Facebook e Google. No Brasil, duas cidades que vêm se destacando são Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, e Florianópolis, em Santa Catarina.

Mas o que faz essas localidades se destacarem como expoentes desse conceito? Existem duas características principais que ajudam nesse processo. Veja quais são.

Infraestrutura

Ao contrário do que possa parecer, a infraestrutura necessária para desenvolver startups não passa por estar em uma cidade grande, como Rio de Janeiro ou São Paulo, mas sim por estar em um local que oferece boa qualidade de vida — e, nesse quesito, capitais menores tendem a se destacar.

O que se espera da infraestrutura da cidade são bons lugares de passeio, praças arborizadas, clima ameno, ruas limpas e trânsito menos congestionado. Assim, pode-se obter os benefícios das cidades grandes sem passar pelo caos presente nelas.

Devido ao clima de mais tranquilidade, as pessoas se sentem mais relaxadas e criativas, podendo ter novas ideias com mais facilidade. Além disso, o ambiente tranquilo é menos estressante e isso impacta positivamente na produtividade.

Mão de obra qualificada

Para desenvolver as startups, é importante estar em um local de fácil acesso a pessoas qualificadas. Isso significa que a região deve contar com boas universidades, facilitando a existência de mão de obra qualificada.

No entanto, além desse tipo de educação, também é importante a realização de diversos cursos e eventos, que ajudam a especializar ainda mais os profissionais, sejam eles empreendedores ou colaboradores que trabalham em startups.

Como implantar o ecossistema de startups na sua empresa?

Compartilhe conhecimentos

Nada pode ser feito sozinho — e isso também é válido para o desenvolvimento das startups. No caso desse ecossistema, tem-se uma gama variada de agentes trabalhando a favor uns dos outros, como governo, empreendedores, aceleradoras, incubadoras, prestadores de serviço, etc.

Ou seja, o ideal é compartilhar conhecimento e trocar experiências, entendendo que, quando um ganha, os outros também vencem. Dessa forma, tem-se um resultado mais efetivo.

Colabore sempre

A palavra-chave de um ambiente que pretende desenvolver startups é “colaboração”. Por isso, a competitividade deve ser deixada em segundo plano em prol da coletividade. Afinal de contas, é isso que impulsiona o desenvolvimento desse ecossistema.

Além disso, é importante ter atenção para iniciativas concorrentes, porque isso enfraquece a ideia e aumenta seus custos de implantação. O foco, portanto, deve ser a entrega de resultados, porque, dessa forma, o reconhecimento virá como consequência.

Faça parcerias

Se a ideia do ecossistema é promover a colaboração, fazer parcerias torna-se uma ação natural. Como no segmento de startups é comum ter ideias inovadoras, mas que nem sempre são reconhecidas por falta de investimento e apoio, além da própria complexidade da atividade, é uma boa ideia formar parcerias para incentivar essas ideias e ter benefícios com elas.

Outro quesito importante é que, muitas vezes, a burocracia do governo causa entraves. Então, chamar pessoas que têm experiência e ideias inovadoras é uma boa forma de driblar os problemas que podem ocorrer.

Considere a continuidade do projeto

O desenvolvimento dos ecossistemas estão bastante atrelados a questões governamentais e, por isso, muitos projetos podem acabar devido à mudança da gestão. Cabe aos líderes e empreendedores pensar na continuidade das ações.

Uma iniciativa pode ser a parceria com entidades privadas, que oferecem fôlego para os projetos, independentemente do apoio governamental. Isso é importante porque as ações não são benéficas apenas ao empreendedor, mas também a toda a sociedade. Lembre-se: é um sistema de ganha-ganha.

Tome ações diferentes considerando a necessidade do ecossistema

Cada empreendimento possui diversas etapas e esses estágios exigem ações diferenciadas. Saber reconhecer qual é a necessidade no momento é importante para obter o máximo de aproveitamento por meio do direcionamento das iniciativas.

Segundo uma pesquisa do Sebrae, existem cinco etapas do desenvolvimento de startups. São elas: curiosidade, ideação, operação, tração e estrela.

Nas fases de curiosidade e ideação, o empreendimento ainda não iniciou as atividades do negócio – ou seja, está apenas pensando na ideia e pesquisando sobre ela.

A operação e a tração são etapas nas quais a empresa começa a existir e o empreendedor aplica todos os seus esforços, executando as tarefas e incentivando-as ao máximo. Já a estrela é o crescimento acelerado.

Essas etapas requerem conteúdos, ferramentas, capital, conexões e outros elementos específicos que ajudam a impulsionar o negócio e alavancar seu sucesso. Uma das maneiras de impulsionar esses itens necessários é por meio das parcerias, conforme destacado anteriormente.

Ecossistemas das startups e inovação: qual a relação?

Até agora, você viu que desenvolver as startups por meio de um ecossistema é uma via de mão dupla, em que tanto o empreendedor quanto a comunidade têm benefícios. Mas esse ambiente tem a função de estimular a inovação.

Startups são, por definição, empresas que pretendem estimular e implantar novas ideias e conceitos. Geralmente são formadas por profissionais jovens, que possuem o conhecimento formal proporcionado pelas universidades, mas também buscam outras alternativas de aprendizado.

Por sua vez, a inovação vai muito além da busca por novas ideias. Seu objetivo principal é atender a demandas e resolver problemas existentes no mercado.

Portanto, não é inventar sempre processos e produtos novos, mas sim quebrar paradigmas e encontrar formas diferenciadas para atingir o objetivo, garantindo competitividade ao negócio e sustentabilidade à sociedade.

Ao aliar esses dois conceitos e aplicá-los em um ambiente chamado de ecossistema, chega-se à conclusão de que a inovação passa por uma nova forma de operacionalizar a empresa, colocando-se no mundo corporativo de forma diferente daqueles moldes tradicionais.

Esse processo começa com a direção da empresa e passa pela postura do líder, que tem o dever de incentivar ideias inovadoras e participar do processo de forma bastante ativa.

Além disso, é importante fornecer cursos, palestras, webinars, congressos e outras formas de fomentar a discussão, o compartilhamento de ideias e a motivação dos colaboradores. Mostrar a eles que a empresa está disposta a oferecer o suporte necessário é fundamental para atingir bons resultados.

Outro item fundamental é entender que erros acontecem e fazem parte do processo. Ou seja, não se deve penalizar um colaborador por uma falha, mas sim aprender algo com ela e mostrar que ela pode ser melhor gerenciada.

Esses requisitos são melhor trabalhados com o desenvolvimento dos ecossistemas, porque o ambiente é propício para isso, como você já viu neste post. Assim, todos saem ganhando e ideias cada vez melhores surgirão no mercado.

Agora, compartilhe a sua experiência sobre o desenvolvimento dos ecossistemas das startups deixando um comentário no post e mostrando qual é a sua visão sobre esse assunto!

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